Não estudou e vai chutar? Conheça sua inimiga, a TRI!

Não estudou e vai chutar? Conheça sua inimiga, a TRI!

09/11/2018 0 Por Alexandre Emerson


O que acontece quando o Enem ‘detecta’ o chute?

Quando a suspeita de chute é alta, o sistema da TRI vai dar pontos ao candidato pelo acerto, mas não tantos pontos quanto para outro candidato que acertou a mesma questão. Aqui, novamente, o que diferencia os dois candidatos é quais questões cada um acertou na prova toda.

É para isso que serve o “dosador” da probabilidade de o acerto estar atrelado à proficiência: quando essa probabilidade é baixa, a pontuação pelo acerto também tem impacto baixo.

Veja alguns exemplos do que pode acontecer:

Dois candidatos acertam as mesmas questões fáceis e medianas, e erram as mesmas questões difíceis: Ambos ficam exatamente com a mesma nota. Dois candidatos acertam as mesmas questões fáceis e medianas, mas um deles chuta e acerta uma questão difícil: O candidato que acertou a questão difícil vai ter alguns décimos a mais na nota do que o outro.

Dois candidatos acertam as mesmas questões fáceis e medianas, mas um deles errou uma questão bem mais fácil do que seu nível de proficiência: O candidato que errou essa questão fácil vai ter apenas alguns décimos a menos na nota do que o outro. Dois candidatos acertam as mesmas questões fáceis e medianas, mas um deles conseguiu acertar uma questão um pouco mais difícil do que o seu nível de proficiência: Nesse caso, o candidato que acertou essa questão pode ter um salto maior na nota

Tadeu dá como exemplo um aluno de nível 700 acerta uma questão de nível 710 ou 715. “O que a TRI vai entender? Que é bastante provável que na verdade ele não chutou, e sim a proficiência verdadeira dentro dele é um pouco maior do que a do outro candidato. Então o salto dele vai ser maior, ele vai avançar 15, 20 pontos. “Então vale a pena chutar.”

Segundo o especialista, sempre que o candidato estiver entre as alternativas de chutar ou deixar em branco, a resposta é: vale a pena chutar. “É melhor chutar do que não chutar?” Sim.

Deixar em branco automaticamente é erro. Isso pode me prejudicar pouco, mas não me ajuda nada. Mas se chutar e acertar me ajuda um pouquinho.”

“E dá para chutar bem?” Tadeu da Ponte dá algumas dicas:

Atenção às questões mais fáceis:

Apesar de o candidato que erra só uma questão fácil, mas mostra proficiência mais alta, não ser tão penalizado pelo erro, Tadeu explica que isso não acontece se ele for descuidado e errar muitas questões simples. Nesse caso, a TRI pode entender que a proficiência dele é mais baixa.

Atenção às questões do seu nível

Quando o candidato se depara com uma questão que parece desafiadora, mas não impossível para o conhecimento dele, vale a pena se debruçar sobre ela para tentar chegar à resposta correta, ou chutar entre menos alternativas, depois de eliminar outras por exclusão. Afinal, um acerto de uma questão de um nível de proficiência um pouco mais alto garante mais pontos do que o de uma questão muito mais difícil, porque pode fazer a TRI entender que aquele não foi um chute.

Tem alguma alternativa mais frequente?

Segundo ele, o objetivo da metodologia é justamente garantir que alguns critérios se mantenham justos, inclusive a frequência das alternativas. Uma análise feita pelo G1 com todas as respostas corretas de quatro gabaritos oficiais do Enem aplicados nos últimos anos mostra que a frequência de cada uma das cinco alternativas varia entre 18,9% e 21,1% do total, o que indica equilíbrio entre elas. Por isso, na dúvida, recorrer a uma letra porque ela aparece mais no gabarito não deixa de ser outro palpito sem base científica.

Tadeu explica que essa explicação só tem uma utilidade: quando um candidato muito bem preparado está prestes a gabaritar a prova, mas ficou em dúvida em uma pequena quantidade de respostas, ele pode verificar quais alternativas ele marcou com menor frequência para determinar a chance de as questões em dúvida terem essas alternativas como respostas possíveis.

“Fora isso, nenhuma outra dica funciona. Essa ciência se desenvolveu justamente para evitar que as pessoas usem artifícios do que seja apresentar o seu desempenho e a sua proficiência para conseguir uma nota mais alta. Não tem jeitinho.

A TRI é o ‘anti-jeitinho’”, diz o especialista.

Quer saber mais sobre a TRI? acesse aqui um artigo completo.

Retirado de G1.globo.com

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